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Exames

EXAME DE TESTOSTERONA – Qual o exame de sangue correto a se fazer para ter precisão?

Dos poucos homens que usam esteroides e realmente fazem exames de sangue, 99% acabam recebendo resultados imprecisos.

A maioria dos médicos ainda não entende a importância de usar testes de alta sensibilidade. Isso vale para homens em geral, e vale ainda mais para quem usa esteroides.

A diferença entre um teste de alta sensibilidade e o exame comum que a maioria das pessoas faz pode ser enorme. Em alguns casos, a diferença chega a ser do tamanho de toda a faixa de referência. Em outros, o teste comum pode até detectar substâncias parecidas (como metabólitos ou análogos de outros hormônios), gerando resultados confusos ou errados.

E isso não acontece só com a testosterona.

O mesmo problema ocorre com o estradiol. Quando o exame é feito pelo método ECLIA da Roche (um tipo de imunoensaio), em vez do método mais preciso chamado LC/MS-MS (cromatografia líquida com espectrometria de massa), os resultados também ficam limitados e menos confiáveis. O mesmo vale para outros exames hormonais que não têm sensibilidade analítica suficiente.

 

O exame de sangue mais preciso para medir a testosterona total

O método mais confiável atualmente para medir com precisão a testosterona total no sangue é a cromatografia líquida com espectrometria de massa em tandem (conhecida como LC/MS-MS).

Estudos recentes mostram que os métodos mais comuns usados nos laboratórios (os imunoensaios tradicionais) não têm sensibilidade suficiente. Isso significa que, quando os níveis de testosterona estão muito baixos, esses exames comuns costumam dar resultados imprecisos ou pouco confiáveis.

Esse problema é especialmente importante em três situações:

  • Homens com deficiência grave de testosterona
  • Mulheres (que naturalmente têm níveis bem mais baixos)
  • Crianças

Além disso, esses exames tradicionais também podem detectar esteroides anabolizantes sintéticos (como a própria testosterona exógena), o que pode confundir os resultados. Isso já foi observado em testes pessoais.

A solução para esses problemas está nos métodos mais modernos baseados em espectrometria de massa (como o LC/MS-MS), que oferecem maior precisão e confiabilidade.

O teste de testosterona livre mais preciso (e gratuito)

O método considerado padrão-ouro para medir com precisão a testosterona livre é a diálise de equilíbrio.

A ultrafiltração em equilíbrio também é uma opção confiável e bastante próxima em qualidade.

Quando os dois métodos foram comparados, os resultados mostraram uma correlação muito alta (r = 0,97), o que significa que eles entregam valores bem parecidos.

Por outro lado, o ensaio imunoenzimático direto para análogos (EIA) é impreciso. Em testes pessoais, esse tipo de exame chegou a detectar esteroides anabolizantes sintéticos como se fossem testosterona, gerando resultados confusos e pouco confiáveis.

Resultados dos meus exames de sangue: comparação entre métodos comuns (ECLIA e EIA) versus métodos de alta precisão (LC/MS-MS e ultrafiltração de equilíbrio)

Este exemplo mostra de forma bem clara por que os testes de alta sensibilidade são importantes.

Durante um experimento com nandrolona, eu fiz um exame de sangue. Naquele momento, eu não tinha absolutamente nenhuma testosterona no organismo.

Como era de se esperar, quando medi a testosterona total pelo método LC/MS-MS e a testosterona livre pela ultrafiltração de equilíbrio, os resultados mostraram níveis drasticamente baixos. Tanto a testosterona total quanto a livre estavam abaixo dos valores encontrados em uma mulher saudável.

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O que você deve ver nos exames de sangue se estiver usando apenas nandrolona

Quando usei somente nandrolona, a única testosterona que ainda aparecia no meu corpo vinha de quantidades mínimas de andrógenos produzidos pelas glândulas adrenais. Por isso, o valor não chegou exatamente a zero.

Já falei várias vezes sobre a importância de usar testes de alta sensibilidade para medir hormônios. Também já expliquei que a nandrolona pode ser “confundida” com testosterona em exames comuns e imprecisos. Este caso é mais um bom exemplo disso.

Além dos testes precisos (LC/MS-MS e ultrafiltração), eu também fiz exames com os métodos tradicionais:

  • ECLIA (ensaio de imunoquimioluminescência) para medir a testosterona total
  • EIA (ensaio imunoenzimático análogo direto) para medir a testosterona livre

Usei exatamente a mesma amostra de sangue nos dois tipos de teste. Os resultados abaixo são os que aparecem com esses exames padrão — aqueles que a maioria dos médicos e laboratórios ainda utiliza para decidir tratamentos.

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Segundo os exames feitos pelos métodos ECLIA e EIA, meus níveis de testosterona total e testosterona livre apareciam como normais.

Mas a realidade era bem diferente: meus níveis reais de testosterona estavam baixíssimos.

O problema é que esses testes comuns não conseguem diferenciar a testosterona da 19-nortestosterona (a nandrolona) presente no sangue. Por isso, eles “leram” a nandrolona como se fosse testosterona e mostraram um resultado falso de normalidade.

Este é mais um exemplo claro de por que fazer exames hormonais de alta precisão é fundamental.